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O que as Startups tem que minha empresa não tem?

  • 20 de fev. de 2017
  • 5 min de leitura

Parece estranho esta pergunta por que afinal uma Startup é uma empresa convencional e todos sabemos que toda empresa passa pelos mesmo desafios: carga tributária, planejamento de mercado, promoção de seus produtos, contratação de mão de obra adequada, vendas, produção com qualidade e muitos outros; A questão que fica para todos CEOS, Diretores e Gerentes é como podemos promover o mesmo sucesso das Startups dentro de nossas empresas ?.

A resposta, no entanto, precisa de um olhar mais detalhado nos modelos de operação destes dois modelos.

Eu diria que as empresas multinacionais, por exemplo, procuram a estabilidade como carro chefe, definem processos e os implantam, ficando muito mais independentes de boas contratações já que um processo de negócio visa garantir qualidade, custo e preço independente das experiências anteriores, cultura e vontades da pessoa que dele participa.


As empresas nacionais por sua vez oferecem uma liberdade a seus funcionários e por vezes seus processos são inexistentes, dependem mais do heroísmo das pessoas que as compõem, quem é mais Herói que o outro acaba trabalhando muito mais, enquanto outros colaboradores passam o dia no Facebook e por vezes ganham salários até melhores, criando disparidades e não incentivando a continuidade dos profissionais nestas empresas, que se dispersam em pouco tempo.


Empresas nacionais de grande porte investiram pesado em processos para que pudessem alcançar as multinacionais.

Agora em qualquer modelo destas empresas temos uma formação de áreas, por exemplo: TI, infraestrutura, negócios, RH, DP entre outros; Estas áreas devem funcionar juntas para que o motor da empresa possa impulsionar seus negócios.

Estratégia de exércitos samurais

Porém, definir e implantar um processo de negócio em uma empresa com 15.000 funcionários está longe de ser algo fácil, quando eu praticava Kenjutsu no Instituto Niten estudava estratégia usando os livros de Musashi Sensei (O Livro dos cinco anéis) aprendi que mudar a direção de um exército em campo de batalha não é o mesmo que mudar uma estratégia numa batalha corpo a corpo, onde a mudança de estratégia pode acontecer rapidamente, com 15.000 pessoas num front quando você prevê os movimentos inimigos e planeja sua estratégia, a mesma deve ser passada e compreendida por todos, erros nesta hora custaria a vida de todas estas pessoas.


Quando comparamos com as empresas o mesmo acontece, implantar novos processos, novos modelos, novos softwares e novas culturas, tudo vira uma odisseia.


As empresas possuem uma área de TI para atender a demanda de todas as outras áreas e setores, isto exige planejamento, priorização e aprovação de orçamento anuais.

Vamos pensar em um exemplo simples, numa empresa tradicional quando é que o RH, por exemplo, tem prioridade na fila de solicitações para a TI? A Resposta é quase nunca, prioridade para infraestrutura? em todos estes casos suas solicitações vão passar por uma fila até que chegue sua vez, uma vez que sua vez se apresente, orçamento e priorização deverão ser realizados, e as mudanças da área ficam para traz já que o CORE da empresa deve ser priorizado, mudanças de legislação tem prioridade e os legados devem ser mantidos.


E neste meio o atendimento aos clientes deve conviver com a demora nas implantações das correções necessárias nos softwares, abrindo chamados e aguardando muito tempo para sua análise, desenvolvimento, teste e implantação.


Até aqui nenhuma novidade, todos conhecemos muito bem estes cenários e o já vimos diversas vezes, porém, agora é hora de compararmos com o modelo Startup.


A Startup tem um único FOCO, e aqui está a diferença fundamental dos modelos, não acredita ? Vamos analisar em detalhes.

Equipe focada

Se hoje você transformasse sua área de RH em uma Startup, as seguintes mudanças aconteceriam:

  • Uma marca e identidade seriam criadas.

  • Toda a operação seria analisada para ser melhorada através de softwares olhando a necessidade dos clientes.

  • A equipe de TI atende somente o objetivo de RH buscando tecnologias que possam otimizar e melhorar os gaps identificados.

  • Tecnologias mais leves seriam usadas para baratear o custo da operação e facilitar a contratação de profissionais, implantação e adição de melhorias.

  • A Startup ganharia o Ideal de achar o melhor emprego para o melhor profissional, colaborando com o desemprego do país, e este ideal seria o motivador de todos.

  • Vendas, Jurídico e marketing são focados somente na operação do RH e buscam construir Journey Maps para atender cada vez melhor e mais rápido.

  • A tecnologia seria usada para construir um aplicativo que pudesse quem sabe trabalhar economia compartilhada aproveitando a leva de pessoas de RH disponíveis no mercado, transformando estes em HeadHunters que seriam remunerados por contratações através de app, entrevistadores técnicos poderiam ser usados da mesma forma, ganhando por entrevista e pela qualidade da mesma, otimizando as contratações e usando as comunidades.

  • A equipe não teria mais que 15 pessoas com todas as áreas da empresa e o app permitiriam escalara a operação usando a nuvem com um custo baixo.

  • Mudanças no app são implantadas rapidamente porque as tecnologias utilizadas são leves e permitem este movimento usando o modelo DevOps.

  • A Operação poderia não somente contratar para sua empresa como para outras.

  • As pessoas trabalhariam engajadas e motivadas.

  • Um espaço descontraído seria montado pra incentivar novas ideias.

  • Obter conhecimentos diferentes seria uma atividade incentivada para todo o time, para apoiar na associação de ideias e construir inovações na plataforma.

  • As mudanças de processo aconteceriam de forma rápida e pragmática já que o foco de todos é a satisfação do cliente final e a equipe é pequena e engajada.

  • Os processos de negócio seriam pensados sempre de forma conjunta evitando a criação de áreas, o jurídico, o marketing todos devem trabalhar no mesmo ritmo dos técnicos para promover as inovações necessárias.

  • Carga tributária inferior.

  • Talentos seria atraídos por ter o mesmo ideal.

  • Métodos ágeis seriam aplicados com destreza já que casam perfeitamente com o modelo.

Não é incrível como o modelo pode ser totalmente revolucionado? Quando a TI olha somente para um problema ao invés de todos os problemas da empresa a atuação possui FOCO reduzido e consequentemente otimizado, as intermináveis filas de atendimento se modificaram para se transformarem em um trabalho contínuo e com todos os envolvidos, sem necessidades de agendamentos intermináveis de reuniões entre áreas e filas de backlogs que nunca são priorizados.


As comunicações entre o time acontecem de forma conjunta a probabilidade de desvios e mal entendimentos são muito reduzidas.


As empresas trabalham com FOCO no todo e o todo é muito grande e complexo, quebrar o problema em partes menores sempre deu certo na história da humanidade e também da TI.

Quando vejo isto a primeira pergunta que todo gestor me faria seria: Como ter certeza que o investimento será retornado?


A questão é que a Startup não consegue antever se vai dar certo, porém, para não correr grandes riscos já que seu budget é pequeno, ela busca liberar versões de seu aplicativo (serviço) e testá-los junto ao mercado em modelo beta, para que quando lance o produto final o mesmo já tenha passado pelo crivo do mercado e possa assim capturar valor (Lean Startup).

Um modelo onde você testa hipóteses e aperfeiçoa seu produto até chegar no melhor modelo e então promove-lo é algo utópico para a empresa que busca a estabilidade como carro chefe, já que não quer se arriscar e é por isto que as Startups tem ganhado cada vez mais espaço, já que ideais fortes e desafios tem sido enfrentados com destreza e sem medo, gerando as Startups com faturamento bilionários que conhecemos.


Porém, desenvolver esta nova cultura dentro de uma empresa grande, burocrática e cheia de processos pesados está longe de ser uma tarefa fácil, é preciso que as Diretorias, Gerentes e CEOs comecem a visitar e a viver mais este modelo, para entendê-lo melhor em suas minúcias, afinal até o modelo de gerir as equipes foi totalmente “agilizado” dando independência a todos e ao mesmo tempo exigindo um comprometimento digno de escola de samba.


Nossos próximos posts vão tratar cada vez mais sobre estas questões, afinal como é possível implantar inovação ? Quais são as tecnologias leves que aqui estão sendo ditas ? Vamos tratar destes assuntos em nossas próximas postagens.

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